Tuesday, March 14, 2006

 
Economia e moda em Goiás

 
Design de moda na UEG

Thursday, March 09, 2006

 
REVISTA FASHION THEORY
Compra & Sumários

 

ESTILISTAS CONTEMPORÂNEOS
Ricardo Almeida
Marcelo Sommer
Alexandre Herchcovitch
Glória Coelho
Carlos Tufvesson

 
+ LiVrOS sObrE MoDA

Vitrinas em Diálogos Urbanos
Sylvia Demetresco
Discurso da Moda: semiótica, design e corpo
Kathia Castilho e Marcelo M. Martins
Reflexões sobre Moda - volume II
João Braga
Reflexões sobre Moda - volume I
João Braga
Moda e identidade: A construção de um estilo próprio
Airton Embacher
Moda e Linguagem (coleção Moda e Comunicação)
Kathia Castilho
Moda Contemporânea: quatro ou cinco conexões possíveis
Cristiane Mesquita (Coleção Moda e Comunicação)
Moda Brasil: Fragmentos de um vestir tropical
Kathia Castilho e Carol Garcia (organizadoras)

Tuesday, March 07, 2006

 
REMODELANDO CORPOS / TESE

O estudo identifica as fontes de referências utilizadas, pelas costureiras e clientes que consumiam a roupa sob medida, na década de 1950 em Florianópolis, para obter informações de moda. Através da análise bibliográfica e documental de teses, dissertações e acervo têxtil, levanta os valores estéticos, aplicados ao corpo e à moda. Define o New Look e a Alta Costura francesa como tendências de moda para o Brasil e o Rio de Janeiro para Florianópolis. Aborda ainda como influenciadores de moda: jornais, revistas, rádio - especialmente as radionovelas - cinema, música, desfiles de empresas têxteis e eventos sociais. Com as mesmas técnicas usadas para registrar a história oral, focaliza as costureiras, identificando, nas suas práticas, no seu “saber-fazer” na moda, as soluções que desenvolveram para adaptar a moda dos figurinos ao corpo de suas clientes. Comprova, através de fonte documental, soluções semelhantes às propostas pelas costureiras.

 


RESUMOS DE LIVROS DO NIDEM (UNIP)

ABREU, Alice Rangel de Paiva. Avesso da moda: trabalho a domicílio na indústria de confecção. São Paulo: Hucitec, 1986, 302pp.

ANDERSON, Amélia e LENER, Adriana TOMEI e Patrícia . Sedução dos Modismos - adoção indiscriminada de novas práticas gerenciais. São Paulo, Editora Makron Books, 1999, 128 págs.

BARROS, FERNANDO de. Elegância. São Paulo: Negócio Editora Ltda, 1997, 165p.

BARTHES, Roland. Sistema da moda. Tradução por Lineide do Lago Salvador Mosca. São Paulo: Editora Nacional/EDUSP, 1979, 301p.

BASILE, Alissa Heu e LEITE, Hellen Massucci . Como Pesquisar Moda Na Europa e Nos EUA. São Paulo : Editora Senac São Paulo, 1996, 196 pgs.

BAUDOT, François. Universo da Moda - Chanel. São Paulo: Praça da República, Cosac & Naify Edições, 1999, 80p.

BOURDIEU, Pierre. 'Gostos de classe e estilos de vida'. Questões de Sociologia. Rio de Janeiro: Marco Zero, 1983.

CALDAS, Dario. Universo da Moda. São Paulo - Anhembi Morumbi 1999. pp.144

COELHO, Marcelo: Gosto se discute. São Paulo: Ed. Ática, 1994,167 pgs.

DEMETRESCO, Sylvia. Vitrina - teu nome é sedução. São Paulo: Pancron, 1990. pags 64.

DURAND, José Carlos. Moda Luxo e Economia. São Paulo: Babel Cultural, 1988.

FERREIRA, Francisco de Paula. Padrões de tamanho e vestuário: porque e como utilizar.São Bernardo do Campo: 1996, 38p.,il.

FLUGEL, J. C. A psicologia das roupas. São Paulo: Editora Mestre Jou, 1966.

GRAHAM, Tim e BLANCHARD, Tamsin. Diana o Mito e a Moda. Lisboa/São Paulo. Editora Verbo, 1998.

"Inventários dos Teares existentes em Minas Gerais - 1786"(RAPM) Ano . Revista do Arquivo Público Mineiro XL. Belo Horizonte: Arquivo Público Mineiro, 1995.

KALIL, Glória. CHIC um guia básico de moda e estilo. São Paulo: Editora Senac, 1997, 243 p.

LIPOVETSKY, Gilles. Império do efêmero: a moda e seu destino nas sociedades modernas. Tradução por Maria Lúcia Machado. São Paulo: Companhia das Letras, 1989, 294p.

LURIE, Alisson. A linguagem das roupas. Rio de Janeiro, Ed. Rocco, 1997, 285 páginas

MONTEIRO, Marli Piva. Feminilidade: "O Perigo do Prazer". Petropólis: Vozes, 1984, 126 pgs.

SILVA, Maria Beatriz Nizza da. "O trajo" (Capítulo 3) in Vida Privada e quotidiano no Brasil vol. 4 - 'Na Época de D. Maria e D. João VI'

STEELE, Valerie. Fetiche: moda, sexo & poder. tradução de Alexandre Abranches Jordão - Rio de Janeiro: Rocco, 1997. 244 páginas.

SOUZA, Gilda de Mello e. O espírito das roupas: a moda no século XIX. São Paulo: Companhia das Letras, 1987, 255p., il.

STEIN, Stanley J. Origens e evolução da indústria têxtil no Brasil, 1850-1950. Rio de Janeiro: Campus, 1979.

QUEIROZ, Fernanda. Os Estilistas. São Paulo: SENAI CETVEST, 1998. 59p. il. (Coleção "O Mundo da Moda", vols. 1-4


 
A M o d a é um fenômeno recente, se avaliarmos a longa duração anterior ao que conhecemos como Idade Média. Ela teria surgido somente no século XIV, tornando-se um fenômeno sócio-comunicacional e imagético específico de um mundo controlado economicamente pelo mercado. Diferentemente de outras formas de economia concernentes a períodos anteriores, a moda não surge com o traje, com o simples vestuário ou a indumentária. A moda é um fenômeno específico de uma sociedade resultante da dialética entre burguesia e nobreza, de uma sociedade que se obriga à invenção do novo: novos modos de vestir, novos modos de falar, novos modos de pensar, nova produção material que expresse as novas idéias concebidas para a recriação de um mundo novo. Nesse sentido, o uso de peles pelos homens primitivos ou de túnicas pelos romanos não caracteriza moda. Mesmo quando as sociedades antigas incluíam adereços as suas vestimentas, não podemos dizer que estivessem criando moda, pois essencialmente, o traje, a indumentária ou o vestuário, permaneciam o mesmo; a tradição se sobrepunha à novidade. Só na idade média, com a produção de excedentes e o acúmulo de riqueza por alguns trabalhadores (burgueses), nas cortes é que observamos o fenômeno moda? A moda surge do desejo dos burgueses ascendentes, junto com a economia de mercado, em se adaptarem à aparência da nobreza que frequentava a corte, seguindo novas maneiras de se portar e se vestir, conforme a permanência ou não dos desejos do Rei.op
Ocorre que paulatinamente, no jogo que se estabelece nessa dialética, os burgueses percebem que mesmo passando por mudança variadas e rápidas, muitas vezes as roupas exprimem idéias com maior consistência e força que um discurso verbal. Consequentemente, uma vez adotada como vocabulário para exprimirem idéias própria da burguesia, inclui-se não apenas as diversidades de roupas, mas também estilos de cabelos, acessórios, jóias, maquiagens e decoração do corpo. Por isso, "teoricamente, tal vocabulário se tornou tão ou mais vasto do que o de qualquer lingua falada" (LURIE 1997: 20).
PELA ÓTICA DA LINGUAGEM, dentro dos limites impostos pela economia, as roupas são compradas, usadas e descartadas exatamente como as palavras, porque satisfazem nossas necessidades e expressam nossas idéias e emoções. Não usamos ou descartamos roupas simplesmente por vulnerabilidade à teoria da conspiração - a idéia de que a adoção de novos estilos é simplesmente o resultado de uma trama armada por estilistas, fabricantes e editores da moda ambiciosos -, as pessoas não vestem ou deixam de vestir qualquer coisa sugerida. Dentro do universo estonteante de estilos propostos por estilistas a cada estação, desde que a moda se tornou um grande negócio e os fabricantes passaram a dispor de produção em massa, o que se torna realmente popular e se tornam como palavras que expressam nossas idéias e emoçõesé apenas uma certa proporção. As pessoas não vestem estilos assim automaticamente. Existe um processo social que permeia, e que põe em xeque tal teoria da conspiração. Os estudiosos da moda, desde James Laver, preferem admitir que a moda não passa de reflexos dos costumes, ou seja, os estilos seriam espelhos, não originais.
Nesse sentido, o "vocabulário da moda" se torna um importante elemento na constituição do mundo social. De modo algum o econômico deve ser um modo unilateral de compreender as relações e a compreensão de uma época. E nesse vocabulário, conforme afirma Alison Lurie, existem palavras arcaicas, palavras estrangeiras, gírias e palavras vulgares, adjetivos e advérbios, vocabulários mutáveis, expressões pessoais, dicursos excêntricos, convencionais e uniformes, etc.
Dependendo da época e do contexto em que o indivíduo está inserido, a utilização de certo vestuário pode constituir a comunicação de idéias absolutamente distintimtas, ou simplesmente diferentes. O que em um dado momento consideramos subversivo, em outro pode ser visto apenas como um aspecto de moda, ou de expressão vigente. Por isso, apesar das rápidas mudanças esses verdadeiros "códigos' presentes no vocabulário da moda podem ser muito importante para a compreensão dos modos de agir e pensar das sociedades que se configuram em tempos e espaços distintos.

Monday, March 06, 2006

 

A MODA NA USP. Três trabalhos devem ser apontados como indicadores do interesse acadêmico: O espírito das roupas: a moda no século dezenove, de Gilda Mello e Souza (FFLCH, 1950), Composição indumentária no Brasil colonial, de Carlos Eduardo Machado Junior (ECA, 1979) e Disco e moda: função do rock na articulação do mercado cultural, de Tupã Gomes Corrêa (ECA, 1988).

 
A moda brasileira se expandiu de modo muito particular nos últimos dez anos, contribuindo para a profissionalização de um setor que, a cada dia, requer maior aprimoramento dos que nele atuam - ou pretendem atuar. A complexidade desse mercado, cujo produto muda a cada seis meses, exige que os profissionais ligados a ele se reciclem constantemente para acompanhar as novidades e competir com segurança em áreas específicas, atualizando seus conhecimentos teóricos e práticos.

 


Revista MODAMANIFESTO


 


Moda e Semiótica (estudos)


 
A moda pode ser definida como sendo as variações contínuas, relativamente transitórias e socialmente aceitas, ocorridas nas vestimentas, na mobília, na música, na arte, na fala e noutras áreas da cultura. Em seu sentido corriqueiro, porém, a noção de moda acha-se de forma espontânea associada ao vestuário e às decorações corporais e estilos ornamentais.

 
Alceu Penna
Clodovil Hernandes
Madame Rosita
Roberto Issa
Zuzu Angel
Amalfi
Denner Pamplona de Abreu
Ney Galvão


Sunday, March 05, 2006

 
O filósofo da moda
Citado em texto
Luxo e sagrado
Resenha
Entrevista
A mulher-sujeito
O pós-sujeito
Comprando emoções

 
John Ruskin - breve biografia

John Ruskin - Wikipedia

John Ruskin - o eclético

John Ruskin - texto da Vitruvius

John Ruskin - beleza suspeita

John Ruskin - citado em texto

 
Teórico do Arts & Crafts.
Morris na Wikipédia

breve histórico
No Arts and Crafts
Introdução Biográfica
Obras de Morris
+ Obras de Morris
Morris no Museu da cor

 
História do automóvel
Carros antigos
Mercedes, Jaguar e Ross Royce
Automóveis: breve histórico

 

História do DESIGN
Livros sobre Design
pesquisa em DesIGn
ESDI
Evolução do Design

 
história do tecido
museu do tecido
+ história do tecido
Livro sobre a chita
Museu do tecido

Saturday, March 04, 2006

 
HISTÓRIA DA MODA (resuminho)

Logo no início do século XX, aconteceu em Paris a Exposition Universelle de 1900, evidenciando o entusiamo pelo progresso e a euforia das classes dominantes que se sucediam em exposições internacionais. As novas técnicas e e os recursos da indústria possibilitavam novas exibições de elegância e luxo. Em 1906, Poiret inovou afrouxando a silheta formal da mulher, o espartilho, que dava a famosa forma de "S", liberando muito mais o corpo feminino. Contudo, o espartilho foi abolido em 1910 pelas autoridades de saúde, tendo sido substituído por cintas elásticas. O estilo de roupas retas e simples de Poiret se constitui numa influência decisiva para a moda no século XX, que será marcada por uma tendência generalizada à simplificação. No séuclo XX, a moda deixa de ser encarada como uma atividade frívola. A moda se democratiza e se torna ao alcance de todos, por causa da industrialização de roupas em grande escala, e, principalmente, devido a difusão feita pelos meios de comunicação de massa.
Com o advento da Primeira Guerra Mundial, as sufragistas, as epidemias, o desastre com o Titanic e a popularização do cinema mudo, o mundo se transformou, gerando reflexos na moda. Sobretudo as influências da Grande Guerra convencem que a moda está diretamente ligada às modificações que atingem a sociedade em seus vários aspectos, pois a vida social ficou limitada, os espetáculos praticamente desapareceram, s mulheres de classe alta foram convocadas para ajudar em enfermarias, orfanatos e outros setores, e, as de classe mais baixa foram exercer ofícios masculimos em fábricas. As mudanças na vida social, de uma certa forma tornaram mais aceitáveis as simplificações antes propostas por Paul Poiret.
Nessa época surgiu o soutien, criado por Mary Phelps.A influência oriental veio à tona pelas mãos de Paul Poiret, que inseriu modelos exóticos, mas simples e coloridos. Mais tarde, ele se aliou aos fabricantes de sapatos Perugia para criar modelos com jóias.
Coco Chanel, que criava chaéus exóticos antes da Guerra, introduziu na mod o jérsei, que não amassava. O nome de Chanel aparece pela primeira vez em 1915, quando ela desenhou três modelos de tailleurs.
Muitos materiais novos começaram a ser trazidos para a moda, como a borracha. Essa fusão resultou no primeiro tênis, em 1917, chamado Ked's.
No pós guerra, o período conhecido como Années Folles (anos loucos), a alta-costura voltou-se para uma nova clientela: atrizes, atores, escritores e outros artistas, além de americanos que enriqueceram com a guerra, e uns poucos nobres que subsistiram. Esse novo público frequentava boates da moda, onde o jazz fazia sucesso. Montparnasse tornou-se o "bairro da moda" em Paris. Segundo Hemingway, Paris era, para os artistas, uma "permanente festa".
Conforme Cláudia Garcia, a "era do jazz" foi "uma década de prosperidade e liberdade, animada pelo som das jazz-bands e pelo charme das melindrosas - mulheres modernas da época, que frequentavam os salões e traduziam em seu comportamento e modo de vestir o espírito".
Durante os anos 20, além da ópera ou do teatro, também se frequentava os cinematógrafos, que exibiam os filmes de Hollywood e seus astros, como Rodolfo Valentino e Douglas Fairbanks. As mulheres copiavam as roupas e os trejeitos das atrizes famosas, como Gloria Swanson e Mary Pickford. A cantora e dançarina Josephine Baker também provocava alvoroço em suas apresentações, sempre em trajes ousados.
As mulheres, cada vez mais independentes e com poder de voto, decidiram abandonar de vez as antigas regras, subindo as barras das saias e usando modelos de vestidos (bem) mais abertos e soltos. A cintura desceu em modelagens de forma reta. Os cabelos ficaram curtinhos. Os chapéus, menores. A maquiagem e os cigarros foram permitidos.Os ídolos do cinema representavam todos esses ideais de beleza e comportamento.
O gosto pelo exótico, tanto nas artes como no marketing, na moda e até na mobília eram tendências fortes desta década, que se fortaleceram com a descoberta do túmulo de Tutankamon no Egito, em 1922. O gosto por materiais reluzentes se popularizou, assim como pelos tecidos sintéticos.
A mulher, que havia se tornado capaz de abandonar uma vida de futilidades, queria valorizar-se, tirar os véus que encobriam seu corpo, fumar, dirigir automóveis, usar cabelos bem curtos. A moda passou a misturar componentes maculinos e femininos.
Foi a era das inovações tecnológicas, da eletricidade, da modernização das fábricas, do rádio e do início do cinema falado, que criaram, principalmente nos Estados Unidos, um clima de prosperidade sem precendentes, constituindo um dos pilares do chamado "american way of life" (o estilo de vida americano).
Em 1925, pela primeira vez, os surrealistas mostraram seus trabalhos em Paris. Entre os artistas estavam Joan Miró e Pablo Picasso.
Poiret, que durante a guerra fechou sua maison e alistou-se,não recuperou seu status anterior. Assim mesmo, em 1918 trouxe do Marrocos nova fonte de inspiração. Fabricou mantôs de estilo árabe, em lã clara, e vestidos de verão com bolsos aplicados. Utilizou também, com audácia, materiais novos e procurou simplificar a forma de seus modelos, acentuando os contornos do corpo feminino. Para alguns autores, suas criações do pós guerra são as mais belas, mas o fato é que nessa época ele estava posto de lado, e surgiam novos costureiros. Com isso, teve fim a moda de influência oriental que tanto marcou o período anterior.
A grande revolução da década ocorre em 1925, quando os trajes femininos encurtaram-se, indo até pouco abaixo dos joelhos. A cintura do vestido ou o cós da saia ficava logo acima dos quadris, onde o corpo da mulher ainda é largo, escondendo a cintura verdadeira, e o busto não era salientado, pelo contrário, era escondido. Uma tendência andrógica, masculinizada.
A década de 20 foi da estilista Coco Chanel, com seus cortes retos, capas, blazers, cardigãs, colares compridos, boinas e cabelos curtos. E o surgimento do que hoje chamamos de "pretinho básico" data de 1926, ano em que a revista "Vogue" publicou uma ilustração do vestido criado por Chanel - o primeiro entre vários que a estilista iria criar ao longo de sua carreira.Durante toda a década Chanel lançou uma nova moda após a outra, sempre com muito sucesso.Outro nome importante foi Jean Patou, que se destacou na linha "sportswear", criando coleções inteiras para a estrela do tênis Suzanne Lenglen, que as usava dentro e fora das quadras. Suas roupas de banho também revolucionaram a moda praia. Patou também criava roupas para atrizes famosas. Os anos 20, em estilo art-déco, começou trazendo a arte construtivista - preocupada com a funcionalidade, além de lançamentos literários inovadores, como "Ulisses", de James Joyce. É o momento também de Scott Fitzgerald, o grande sucesso literário da época, com o seu "Contos da Era do Jazz".
Toda a euforia dos "felizes anos 20" acabou no dia 29 de outubro de 1929, quando a Bolsa de Valores de Nova York registrou a maior baixa de sua história. De um dia para o outro, os investidores perderam tudo, afetando toda a economia dos Estados Unidos, e, consequentemente, o resto do mundo. Os anos seguintes ficaram conhecidos como a Grande Depressão, marcados por falências, desemprego e desespero.
A década de 30 começou com a grande depressão, resultado da quebra da Bolsa de Valores de Nova York, e terminou com a 2ª Grande Guerra. Saía de moda a ostentação. Diferentemente dos anos 20, que havia destruído as formas femininas, os 30 redescobriram as formas do corpo da mulher através de uma elegância refinada, sem grandes ousadias. Em geral, os períodos de crises não são caracterizados por ousadias na forma de se vestir. Em tempos de crise, materiais mais baratos passaram a ser usados em vestidos de noite, como o algodão e a casimira. O uso de tecidos sintéticos contribuiu para que as diferenças das diversas classes sociais, em linhas gerais, diminuíssem.
A moda dos anos 30 descobriu o esporte, a vida ao ar livre e os banhos de sol. Os mais abastados procuravam lugares à beira-mar para passar períodos de férias. Seguindo as exigências das atividades esportivas, os saiotes de praia diminuíram, as cavas aumentaram e os decotes chegaram até a cintura, assim como alguns modelos de vestidos de noite. O corte enviesado e os decotes profundos nas costas dos vestidos de noite marcaram os anos 30, que elegeram as costas femininas como o novo foco de atenção. Alguns pesquisadores acreditam que foi a evolução dos trajes de banho a grande inspiração para tais roupas decotadas. Um acessório que se tornou moda nos anos 30 foram os óculos escuros. Eles eram muito usados pelos astros do cinema e da música.
Aliás, o cinema foi o grande referencial de disseminação dos novos costumes. Hollywood, através de suas estrelas, como Katharine Hepburn e Marlene Dietrich, e de estilistas, como Edith Head e Gilbert Adrian, influenciaram milhares de pessoas.
Por outro lado, com a economia em caos, a chegada de Hitler ao poder, o comunismo em seu ápice e a população sem recursos, surgiu um amplo espaço no imaginário para os sonhos e os desejos. Astros como Jean Harlow, Greta Garbo e Fred Astaire estrelavam filmes falados, já popularizados. O cinema investiu com força nesses desejos, amplamente assegurados pela moda. A moda passou a criar roupas para todas as ocasiões, e a continuar as experimentações da década anterior. As cores eram fartas, incluindo tons fortes como o "shocking pink" de Elsa Schiaparelli.
A surpreendente italiana Elsa Schiaparelli iniciou uma série de ousadias em suas criações, inspiradas no surrealismo. Outro destaque é Mainbocher, o primeiro estilista americano a fazer sucesso em Paris. Seus modelos, em geral, eram sérios e elegantes, inspirados no corte enviesado de Vionnet.
Nessa época também surgiu o sapato plataforma para as mulheres, e as sandálias tornaram-se mais populares, juntamente com as meias de nylon, impulsionadas pelo glamour da moda. Para os homens, os estilos de calçados também começaram a se diferenciar, deixando as botas um pouco de lado.Movimentos artísticos, como o Art-Deco, e mais tarde o Surrealismo também foram fontes inspiradoras para os criadores, provando que moda, arte e movimentos culturais podiam andar lado a lado.
Nessa época, o termo prêt-à-porter ainda não era usado, mas os passos para o seu surgimento eram dados pela butique, palavra então muito utilizada que significava "já pronto". Nas butiques surgiram os primeiros produtos em série assinados pelas grandes maisons.No final dos anos 30, com a aproximação da Segunda Guerra Mundial, que estourou na Europa em 1939, as roupas já apresentavam uma linha militar, assim como algumas peças já se preparavam para dias difíceis, como as saias, que já vinham com uma abertura lateral, para facilitar o uso de bicicletas.Muitos estilistas fecharam suas maisons ou se mudaram da França para outros países. A guerra viria transformar a forma de se vestir e o comportamento de uma época.
A tendência generalizada à simplificação pode ser observada com clareza na evolução pela qual passou os uniformes militares. Antes da Primeira Guerra eles eram rígidos, coloridos e atpe mesmo cheio de adornos. Nos campos de batalha, descobriu-se a inconveniência desses uniformes e começou-se a usar roupas mais maleáveis e de cores que facilitavam a camuflagem.
A década de 40 começou com a Segunda Guerra Mundial. No mundo todo, os exércitos eram formados por filhos, pais e maridos de mulheres que precisaram aprender a trabalhar em fábricas para darem continuidade às produções de seus países.O cinema descobriu seu grande valor para o marketing, incentivando as pessoas e incutindo-lhes ideologias. As atrizes, para animar as tropas, faziam shows e surgiu a figura, e também a fascinação, pelas pin-ups.Em uma época de tantas restrições, poucos recursos e falta de matérias-primas, a moda adaptou-se, optando por modelos de roupas sóbrias, retas, masculinas e sem exageros, com o uso quase obrigatório de chapéus. A ostentação era condenada, e as diferenças entre as classes sociais, devido às restrições, diminuíram. A ordem era reciclar, improvisar. Principalmente porque muitas fábricas que antes produziam bens de consumo, nesse momento serviam ao exército. Nos calçados, por exemplo, os saltos não podiam ultrapassar um certo tamanho, e a cartela de cores era composta por apenas seis tons. A busca por materiais alternativos se intensificou. Descobriu-se que peles de animais e madeira poderiam ser aplicadas em solados e calçados. Nas residências, o espírito continuava. Era comum enfeitar a casa para as festividades com papel celofane e objetos de uso diário.A moda masculina também se adaptou, incluindo peças mais despojadas nos armários dos homens.Com o final da guerra, começou a surgir o estilo que definiria a próxima década. Além de estar fora de moda a ostentação, as mulheres estavam saindo para trabalhar fora de casa. Nesse cenário, as roupas para o dia tornaram-se mais sérias e o vestido preto se mostrou perfeito para a nova mulher que surgia.Apenas em 1947 o vestido preto se transformou, ano em que o estilista francês Christian Dior lançou o seu New Look, que trouxe de volta a feminilidade perdida no passado. E no ano anterior, a moda praia foi revolucionada por Louis Réard com a invenção do biquini, que partiu o maiô em duas peças.
Já nos anos 50, volta a atmosfera de festa, comemoração, e impulsionado pelo marketing, acelerado consumismo. As privações de guerra ficaram para trás. O presente acenava para um tempo de fartura. Surge a televisão, e, com ela, novas estrelas em seriados como "I Love Lucy". Os valores explorados nesses seriados eram admirados pelas mulheres, que se esforçavam em ser boas donas-de-casa e mães.Com mais tempo livre, já que a tecnologia colocara ao alcance de todos bens como fornos elétricos e refrigeradores modernos, elas também podiam de se dedicar mais à família e à beleza. Os Ícones do cinema, música e sociedade se empenhavam em mostrar sensualidade (Marilyn Monroe, Brigitte Bardot e Elvis Presley) ou elegância, vestidos em roupas de estilistas como Chanel.
Christian Dior havia lançado seu New Look na década anterior, mas foi nos anos 50 que ele atingiu sua glória. Os casaquinhos ajustados combinados com as saias amplas eram exemplos de feminilidade absoluta.A isso se somou a invenção do "stiletto" (salto agulha) por Charles Jourdan, em 1951. Os criadores abusavam desse conceito até conseguirem salto mais alto!A cartela de cores era a mais vasta possível, sempre com a intenção de combinar acessórios e peças de roupas nos mesmos tons.A indústria percebeu os adolescentes como um novo foco de consumo. Influenciados por filmes como "Rebelde sem Causa", eles criaram uma moda distinta, inspirada em seus ídolos. As atividades ao ar livre, e uma crescente pressão pelo visual, impulsionaram essas tendências nas gerações mais jovens por todas as décadas seguintes..
O início dos anos 60 ainda mantinha aquele espírito calmo da década anterior. Jackie Kennedy era celebridade absoluta, com seu estilo discreto e elegante.A cartela de cores era suave, com tons pastel, e neutra para os homens.Mas, em poucos anos, tudo isso mudou.As artes, a cultura e a literatura esgueiravam-se por caminhos experimentais, buscando a liberdade de expressão acima de tudo. Os Beatles, Bob Dylan, Motown e Andy Warhol foram os pioneiros dessas mudanças.Esses ares revolucionários também dominaram a moda. Foi nessa década que Mary Quant lançou a minissaia, enquanto as estampas geométricas inspiradas na Op-Art coloriam as roupas com todos os tons possíveis e imaginários.
Foram nos anos 60 que a corrida espacial e a Guerra Fria entre Estados Unidos e União Soviética teve início. Mais uma vez, os acontecimentos refletiram-se na moda e na cultura, com peças de roupas e objetos inspirados no futuro espacial - para o qual, acreditava-se, estávamos destinados - e nos filmes de espião, como 007.A moda masculina também rebelou-se. Os homens deixaram seus cabelos crescerem, usando misturas inusitadas e vibrantes, como os novos terninhos.Os calçados refletiram essas tendências, apostando em modelos também experimentais, como as botas longas, e em materiais inovadores e sintéticos, como o vinil.No final da década, a camiseta e o jeans já haviam formado uma dupla inseparável, e marcas especializadas no estilo, como a Levi's, se sobressaíram.
A década de 70 foi um tempo onde todas as culturas e estilos reclamaram seu espaço ao mesmo tempo. Chocar, antes de mais nada, era a intenção principal.É por isso que essa época também é marcada por um modo de vestir "tudo junto". Para alguns, quanto mais disparate a combinação, melhor. Os hippies, que já haviam surgido nos anos 60, já consolidaram um movimento cultural com expressões que iam da música ao estilo de vida. Flores, liberdade e orientalismo eram suas marcas registradas.Ao mesmo tempo, escândalos políticos e desarranjos econômicos explodiam por todo o mundo, semeando as bases para revoltas e crises que surgiram adiante.
Essa explosão de elementos deu aos designers um vasto material para trabalho, com a segurança de um público ansioso por novidades.Outros, entretanto, não abriram mão do romântico e natural. Por isso, diversas décadas passadas se transformaram em fonte de inspiração, como os anos 20 e o início do século. Biba, Ossie Clark e Yves St. Laurent foram expoentes desse estilo.No final da década, o filme Saturday Night Fever inaugurou a Era Disco. Apesar de ter pouca duração, seus efeitos podem ser sentidos até hoje. Suas cores, brilhos, formas são desejos explorados pelos estilistas de todas as décadas seguintes.Foram nos anos 70 que os sapatos plataforma voltaram à moda, renovado por adornos, e unissex. Aliás, o modo unissex de vestir se fortalece no final dos anos 70 e início da próxima década. Shorts curtos, botas de diversos tamanhos, saltos grossos e acessórios são apenas alguns exemplos desse novo modo de encarar o feminino/ masculino, sem falar nos esportes, que cada vez mais conquistavam adeptos.
Os anos 80 serão eternamente lembrados como uma década onde o exagero e a ostentação foram marcas registradas. Os seriados de televisão, como Dallas, mostravam mulheres glamourosas, cobertas com jóias e por todo o luxo que o dinheiro podia pagar. Os yuppies, executivos jovens sedentos por poder e status, também eram outro movimento.A moda apressou-se por responder a esses desejos, criando um estilo nada simplório. Num afã em ostentar, todas as roupas de marcas conhecidas tinham seus logos estampados no maior tamanho possível, com preços proporcionais. O jeans alcança seu ápice, ganhando status. E os shoppings tornaran-se paraíso dos consumistas.Mas, não bastava ser bem-sucedido e bem-vestido. Nessa década, ter um corpo bonito e saudável era essencial para o sucesso.
Assim, numa continuidade pelo amor aos esportes inaugurado na década anterior, explodiram academias por todos os cantos, onde os freqüentadores iam com suas polainas e collants para as aulas de aeróbica, movidas por músicas dançantes e ritmadas, com temática comum: ginástica, poder, sucesso.Influenciando as roupas, o espírito esportivo levou o moletom e a calça fuseaux para fora das academias e consagrou o tênis como calçado para toda hora. Este último também fez ressurgir a moda de calçados baixos, como os mocassins, tanto multicoloridos como clássico.O look "molhado", conseguido com gel e mousse para cabelos, fez a cabeça de homens e mulheres, ao lado das permanentes fartas e topetes tão altos quanto se conseguisse deixá-los.A cartela de cores era vibrante, prezando por tons fortes e fluorescentes, com jogos de tons e contrastes.A modelagem era ampla. As mulheres, que nesse momento ingressaram maciçamente no mercado de trabalho à procura por cargos de chefia, adotaram o visual masculino. Cintura alta e ombros marcados por ombreiras era a silhoueta de toda a década, ao lado de pregas e drapeados para a noite ou dia. A moda masculina seguiu o mesmo estilo, com ternos folgados e calças largas. Para os acessórios, tamanho era sinônimo de atualidade.A música se consagrou como formadora de opinião e estilo, levando ao estrelato cantoras como Madonna, que influenciou a sociedade com seu estilo livre e despudorado. O Punk, New Age e Break também merecem destaque.Em um universo tecnológico (o Atari surgiu nessa época), a moda também inspirou-se no Japão, emergente com suas novidades, e em tudo o que fosse eletrônico... neons, computadores, automáticos....
Até a metade da década de 90, o exagero dos anos anteriores ainda influenciou a moda. Foram lançados, por exemplo, os jeans coloridos e as blusas segunda-pele, que colocaram a lingerie em evidência. Isso alavancou a moda íntima, que criou peças para serem usadas à mostra, como novos materiais e cores.Essa é uma década marcada pela diversidade de estilos que convivem harmoniosamente. A moda seguiu cada uma dessas tendências, produzindo peças para cada tipo de consumidor e para todas as ocasiões. Entretanto, vale a pena ressaltar o Grunge, que impulsionado pelo rock, influenciou a moda e o comportamento dos adolescentes com seu estilo despojado de calças/ bermudões largos e camisas xadrez da região de Seattle, berço destes músicos.A camisa xadrez, aliás, foi uma verdadeira coqueluche presente mesmo nos armários dos rapazes mais tradicionais, os mauricinhos.
Nesse século que viu passar guerras, modismos, ápices, quedas e crises, surgiu uma consciência de se resguardar para o futuro. A preocupação ecológica ganhou status e fez com que países e populações conscientes (como aconteceu na Alemanha) exigissem mudanças por parte dos governos e fabricantes de bens de consumo. É bem lembrada a atitude do Príncipe Charles que proibiu sua então mulher, Diana, de usar laquês para cabelo que contivessem CFC.As propagandas passaram a agregar esses valores a seus produtos, de forma a atingir os consumidores que buscavam muito mais do que preços e novidades.Na segunda metade da década, a moda passou a buscar referências nas décadas anteriores, fazendo releituras dos anos 60 (cores claras, tiaras) e em seguida dos 70 (plataformas em tamancos e modelos fechados, geralmente desproporcionais), tudo mesclado à modismos dos anos correntes.

 





 
aNOs 20
AnoS 30
anOS 40
aNoS 50
anoS 60
ANos 70

 
Entre todas as suas criações, "le smoking", como foi chamado, sinalizava uma mudança na forma como as mulheres se vestiriam dali por diante. A liberdade dada por Chanel agora ganhava poder com o novo traje e tudo o que ele representava - uma nova atitude feminina.


IVES SAINT LAURENT

Yves Henri Donat Mathieu Saint Laurent nasceu em Orã, na Argélia, no dia 1º de agosto de 1936. Sua família, de origem alsaciana, havia deixado a França em 1870.Sempre muito interessado em artes, especialmente pelo teatro, não demorou para entrar no mundo da moda. Chegou em Paris em 1954 e logo passou a frequentar a École de la Chambre Syndicate de la Haute Couture. Pouco tempo depois, ganhou um concurso internacional de moda com um vestido de coquetel, o que impressionou não só o então editor da revista Vogue, Michel de Brunhoff, mas também o já célebre Christian Dior, que logo o contratou como assistente. A morte de Dior, no auge de sua carreira, em 1957, acabou transformando o jovem Saint Laurent no novo estilista da maison. Em sua primeira coleção para a grife Christian Dior, lançada em 30 de janeiro de 1958, apresentou os vestidos trapézio, de ombros estreitos e saia evasê - um grande sucesso na época. Com isso, ganhou o prêmio Neiman Marcus e o apelido de "Christian 2, o jovem triste".Na coleção de 1960 não agradou muito com seus blusões de couro preto sobre blusas de gola rolê. Mais tarde, o look se tornaria sucesso nas mãos de outros estilistas com o nome de "beatnik chic".Em setembro do mesmo ano, Saint Laurent foi chamado para servir na guerra da Argélia e acabou sendo substituído na maison Dior por Marc Bohan.Em 1961, decidiu abrir sua própria maison com a ajuda de Pierre Bergé, seu amigo e companheiro até os dias de hoje. Seu primeiro desfile com a marca Yves Saint Laurent aconteceu em 29 de janeiro de 1962 e, a partir daí, a sigla YSL se tornaria sinônimo de elegância e vendas, alavancadas por uma série de licenças da marca, como meias, lenços, chapéus, bolsas, bijuterias, cintos, óculos e perfumes distribuídos em diversos países.Em 1965, uniu moda e arte ao criar os vestidos tubinho inspirados nos trabalhos do holandês Piet Mondrian (1872-1944), artista plástico fundador do neoplasticismo [que usa um vocabulário restrito às verticais e horizontais e às cores puras]. O vestido se tornaria um ícone da moda.

Outros artistas também o inspiraram em suas criações, como Pablo Picasso, Georges Braque, Andy Warhol, Velázquez e Delacroix.Em 1966, Saint Laurent abriu a sua primeira butique de prêt-à-porter, a YSL Rive Gauche [que ficava exatamente do lado esquerdo do Sena] na rue de Tournon, em Saint-Germain-des-Près. Ele foi o primeiro costureiro parisiense de alta-costura a abrir uma butique de prêt-à-porter de luxo. Acima de tudo, Saint Laurent sempre foi um inovador, até mesmo um revolucionário da moda, sempre buscando novas formas e atitudes para vestir as mulheres. Ainda em 1966, na coleção de verão de alta-costura, criou o smoking feminino, marca registrada do estilista. Nas palavras de Pierre Bergé, "Chanel libertou as mulheres e Saint Laurent lhes deu o poder", representado não só no smoking, mas também em outros clássicos, como os terninhos com pantalona. Foi ele quem transformou o blazer, o casaquinho de marinheiro e o vestido-camisa em ingredientes clássicos do guarda-roupa feminino.Para Suzy Menkes, editora inglesa do International Herald Tribune, Saint Laurent mostrou outras possibilidades à mulher: "Hoje as mulheres andam normalmente de terno e calça comprida. Isso parece normal, cotidiano, mas na época a mulher era proibida de entrar num restaurante ou num hotel. O smoking, usado até hoje, foi uma provocação sexual, dirigido à mulher que queria ter um outro papel".Em 1968, apresentou modelos surpreendentes como a saharienne [jaqueta tipo safári] e as blusas transparentes. No ano seguinte, abriu a butique Saint Laurent Rive Gauche para homens, em Paris.Em 1971, a "Coleção 40", de verão, mostrou vestidos estilo anos 40, com as costas nuas [um escândalo e um enorme sucesso de vendas] e Saint Laurent causou surpresa ao posar nu para o fotógrafo Jeanloup Sieff para o lançamento de seu perfume masculino.Em seguida, vieram as coleções da África [com muitos tops coloridos, estampas e dourados, entre materiais como ráfia e palha] e Rússia [em 1976, com muitos mantôs, saias amplas, veludos, casaquinhos e coletes bordados]. Saint Laurent trabalhou ainda outras coleções étnicas como Espanha, China e Índia.Em 1977, lançou o perfume "Opium", mais um escândalo [por causa da referência do nome à droga] e mais um sucesso comercial.Apaixonado pelo teatro, desenhou cenários e roupas para espetáculos de Edmond Rostand, Marguerite Duras ou Jean Cocteau. No cinema, vestiu atrizes como Claudia Cardinale e principalmente Catherine Deneuve, em filmes como "A Bela da Tarde" (1966) de Luis Buñuel e "A Sereia do Mississipi" (1969) de François Truffaut. Deneuve, que foi a madrinha da primeira butique Rive Gauche de Saint Laurent, é sua grande amiga até hoje, sempre presente em todos os seus desfiles.Em 1982, o estilista recebeu o prêmio internacional do CFDA (Council of Fashion Designers of America) e, em 1983, comemorou 25 anos de criação com uma exposição no Metropolitan Museum of Art de Nova York, sob a curadoria da lendária editora da Vogue, Diana Vreeland (1903-1989). No mesmo ano, lançou o perfume "Paris", outro sucesso de vendas.Em 1985, foi condecorado pelo então presidente francês François Miterrand com a legião de honra e ganhou o Oscar da Moda. Em 1986, foi realizada uma exposição inédita no Louvre, em Paris, com suas criações. Era a primeira vez que um costureiro expunha seus trabalhos no museu.Em 1986, Pierre Bergé convenceu Saint Laurent a vender o setor de confecções da YSL ao grupo têxtil francês Mendés e usar o dinheiro para comprar o grupo de cosméticos Charles of the Ritz, que possuía os direitos de licenciamento da bem sucedida linha de perfumes do estilista.Já em 1993, vendeu a grife para o grupo estatal Sanofi Beauté, braço farmacêutico do grupo de petróleo Elf-Aquitaine, o que chegou até a causar uma certa polêmica na época, por causa da suposta ajuda do presidente Miterrand, que era amigo de Pierre Bergé, nas negociações.Em 1998, ganhou um desfile-retrospectiva em pleno campo de futebol, antes da final da Copa do Mundo da França. Além disso, o guarda-roupa da Copa, que contava com 4.200 uniformes, 19 mil peças e dez mil acessórios, foi assinado pelo estilista e encomendado pessoalmente por Michel Platini, que era o presidente do comitê organizador da Copa.Em 1999, a marca, incluindo o prêt-à-porter, perfumes e demais artigos, foi comprada por valores que teriam chegado a US$ 1 bilhão, pelo empresário francês François Pinault, do grupo Pinault-Printemps-Redoute, que detém a italiana Gucci. Com isso, a partir de outubro de 2000, após a demissão de Alber Elbaz [o estilista que assinava a linha prêt-à-porter, escolhido por Saint Laurent] em fevereiro, a linha Rive Gauche (prêt-à-porter), passou a ser criada pelo texano Tom Ford, também criador da Gucci. Por contrato, Saint Laurent deveria ficar com duas coleções de alta-costura por ano até 2006.Um sinal de seu descontentamento se deu em janeiro de 2001, quando Saint Laurent (que nunca havia assistido a nenhum outro desfile) compareceu ao de Hedi Slimane, seu ex-diretor da linha masculina que começava a trabalhar para a Dior, propriedade do grupo concorrente LVMH, ao invés de assistir ao desfile de Tom Ford, que fazia uma espécie de homenagem ao estilista.No dia 7 de janeiro de 2002, Yves Saint Laurent convocou uma coletiva de imprensa para anunciar que estava se despedindo do mundo da moda. "Escolhi dizer hoje adeus a esta profissão que eu tanto amei." Disse também que seu sentimento era de desgosto por uma indústria que se rege pelo comércio em detrimento da arte. Em 22 de janeiro, no Centre Georges Pompidou, em Paris, aconteceu o último desfile de alta-costura de Yves Saint Laurent. Foi uma grande retrospectiva das suas criações em uma hora e meia em que um exército de modelos desfilou as criações clássicas da marca, como a saharienne e o famoso smoking, entre blusas transparentes, vestidos Mondrian e Pop Art, além dos eternos terninhos andróginos. No encerramento, além das 60 modelos vestidas com o "le smoking", Catherine Deneuve emocionou os convidados ao cantar para seu amigo de tantos anos.Era o fim de uma era de luxo, elegância e glamour na alta-costura, a era YSL.A maison YSL de alta-costura será fechada em julho de 2002 e o prêt-à-porter continuará sob a batuta de Tom Ford e da Gucci.




 
CRISTIAN DIOR


O modelo que se tornou o símbolo do "New Look" foi o tailleur Bar, um casaquinho de seda bege acinturado, ombros naturais e ampla saia preta plissada quase na altura dos tornozelos. Luvas, sapatos de saltos altos e chapéu completavam o figurino impecável. Com essa imagem de glamour, estava definido o padrão nos anos 50.


Christian Dior nasceu em Granville (cidade portuária da Mancha), na França, no dia 21 de janeiro de 1905. Sua família tinha uma boa situação financeira na época, o que lhe garantiu uma infância e adolescência tranquilas.Apesar de seu interesse em artes, especialmente o desenho, Dior acabou estudando ciências políticas, por influência de seu pai, com a intenção de seguir a carreira diplomática. Entretanto, após terminar o curso, gastou seu tempo viajando pela Europa, até que, em 1927, abriu uma galeria de artes, em sociedade com o amigo Jacques Bonjean. Juntos, chegaram a expor alguns trabalhos de amigos, como Dufy, Christian Bérard e Jean Cocteau.Em 1934, vítima de uma grave doença, Dior não podia contar com o dinheiro de sua família, que, desde 1931, atravessava sérios problemas financeiros.Em 1935, já recuperado, começou a desenhar croquis para o "Figaro Illustre", jornal parisiense que os publicavam semanalmente na seção de alta-costura. Após conseguir vender uma coleção de desenhos de modelos de chapéus, começou a fazer croquis de roupas e acessórios para várias maisons de Paris, até que, em 1938, Christian Dior realmente iniciou sua carreira no universo da alta-costura, como assistente do estilista suíço Robert Piguet (1901-1953). Foi convocado para a guerra, que explodia na Europa, e atuou como soldado do corpo de engenheiros. Em 1941, foi trabalhar na maison do estilista francês Lucien Lelong (1889-1958), onde conheceu aquele que viria a ser um importante estilista, o francês Pierre Balmain (1914-1982).Christian Dior sonhava em ter sua própria maison, o que pôde ser realizado com a ajuda financeira do então poderoso empresário de tecidos, Marcel Boussac, em 1946. O endereço, em Paris, era o número 30, da avenida Montaigne, o mesmo até hoje. Sua primeira coleção foi apresentada no dia 12 de fevereiro de 1947 e causou um verdadeiro estardalhaço entre a imprensa. Aquele homem tímido e educado havia criado o eterno "New Look". Surgia aí um mito, Christian Dior, que viria se tornar sinônimo de sofisticação e elegância no luxuoso mundo da alta-costura.
Quando Carmel Snow, redatora da revista americana "Harper's Bazaar", viu os modelos apresentados por Dior, exclamou: "This is a new look!" Desde então, o nome original da coleção, que era "Ligne Corolle" (Linha Corola), se tornou conhecida como "New Look".Em sua primeira coleção, Dior conseguiu mudar todo o conceito de praticidade e simplicidade das roupas femininas, até então uma necessidade dos tempos de guerra e uma tendência da moda criada por Chanel. Após tantos anos de restrições, a mulher necessitava se sentir novamente feminina e ansiava pela elegância e o luxo perdidos.Dior acertou e criou modelos extremamente femininos, luxuosos, sofisticados e elegantes, inspirados na moda da segunda metade do século 19. Os vestidos e saias eram mais longos, o busto mais acentuado, a cintura bem marcada e as saias amplas. Apesar das críticas, com relação a grande quantidade de tecido usado por ele para a confecção de vestidos e saias, ainda num momento díficil para a indústria têxtil, nunca um estilo de roupa chegou tão rápido às ruas. Mulheres de todas as partes do mundo copiaram seus modelos.

Em 1949, Christian Dior já tinha uma casa de prê-à-porter de luxo em Nova York, o perfume "Miss Dior" - lançado em 1947 e um clássico até hoje - e estava pronto para assinar os primeiros contratos de licença com sociedades americanas, o de meias e o de gravatas. A partir de 1950, surgiu um outro tipo de sociedade, incumbida do comércio por atacado e da difusão dos acessórios com o nome da maison Dior.Em sua coleção de 1951, o estilo princesa ficou consolidado como sua marca, mas a novidade foi o uso do terno masculino em roupas femininas. Dior apresentou um tailleur em lã cinza, que expressava todo o conceito de masculinidade, transportado às roupas femininas.Criou a linha H, em 1954, que era a base de toda a coleção, com modelos que erguiam o busto ao máximo e baixavam a cintura até os quadris, criando a barra central da letra H.Também criou modelos luxuosos, com muita seda e tule bordado com incrustações drapeadas, como no vestido de baile "Chambord", que para ele significava o luxo ao redor da cintura, além dos vestidos de tecidos diáfanos, com várias saias sobrepostas e comprimentos variados.A linha Y surgiu em 1955 e mostrava um corpo esguio com a parte superior mais pesada, com golas grandes que se abriam em forma de V e a "Linha A" trouxe vestidos e saias que se abriam a partir do busto ou da cintura para formar os dois lados de um A.Fortes referências da marca CD até hoje, e que ficaram famosas durante os anos 50, são as estolas, as mangas três quartos, além do conjunto em tons pastéis de cardigã, blusa e saia de crepe.Ainda em 1954, Londres ganhou uma sucursal da grife e uma butique foi anexada à maison de Paris. Mais tarde, surgiram echarpes, lenços de seda, luvas, bijuterias e lingeries com a assinatura Christian Dior, além das sucursais em Caracas, Austrália, Chile, México e Cuba.Mulheres famosas usaram suas criações, como as atrizes Brigitte Bardot e Marlene Dietrich, a cantora Edith Piaf e a princesa Grace de Mônaco.Christian Dior morreu em 24 de outubro de 1957, na estação termal Toscana de Montecatini, na Itália, deixando um verdadeiro império do luxo construído, com 28 ateliês e 1.200 empregados.
Durante dez anos, Christian Dior foi o estilista mais cultuado e admirado no mundo da moda, suas criações foram sucesso e seu nome associado a elegância e refinamento.Para assumir a direção de criação da grife, após a morte de seu criador, foi escolhido o então jovem talento Yves Saint-Laurent, que chegou a provocar uma certa controvérsia por ter criado peças pouco tradicionais para a marca, como jaquetas de couro preto e vestidos curtos. Em 1960, Saint-Laurent foi convocado para servir na guerra da Argélia e em 1962, já de volta a Paris, abriu sua própria maison. Seu lugar foi ocupado por Marc Bohan, estilista francês experiente. Seus modelos eram esguios e seus modelos mais influentes foram apresentados em 1966, baseados no filme "Doutor Jivago", com casacos amplos acinturados, vestidos longos e botas. Em 1989, numa tentativa de renovar a marca, o italiano Gianfranco Ferré foi escolhido como o novo nome da Christian Dior. Em sua primeira coleção, ele ganhou o prêmio "Dedal de Ouro", oferecido pela empresa Helena Rubinstein ao melhor estilista de cada temporada. Seu estilo de linhas arquitetônicas e corte seco foi sucesso até 1997, ano em que assumiu o inglês John Galliano, atual designer da grife.

 
A bolsa com alças de corrente dourada, o colar de pérolas, o tailleur e o vestido preto são os símbolos de elegância e status que marcaram para sempre a história da moda.

COCO CHANEL

Nascida em Saumur, França, em 19 de agosto de 1883, Chanel chegou a Paris aos 16 anos. Logo conheceu o milionário criador de cavalos, Etienne Balsam, de quem tornou-se amante. Mais tarde, em 1910, conseguiu, com ajuda de amigos e do próprio Balsam, abrir sua primeira loja, onde vendia chapéus.Foi também noiva do herdeiro inglês do carvão Arthur Capel, que a ajudou a abrir sua segunda loja em Deauville, na época um centro elegante da França. Capel morreu em 1924, vítima de um acidente automobilístico.Em 1925, Chanel iniciou uma estreita amizade com o duque de Westminster, que a situou no mais alto escalão da aristocracia parisiense. Amiga também do compositor Stravinski - o qual se apaixonou por ela -, o coreógrafo Diaghilev, a bailarina Isadora Duncan, os artistas Jean Cocteau, Picasso, Salvador Dalí e outros igualmente célebres, Chanel esteve sempre ligada às principais correntes artísticas da primeira metade do século 20.Chanel libertou a mulher das faixas e cintas, dos corpetes apertados, das saias amplas de múltiplos babados e franzidos do fim do século 19 e começo do século 20.Em 1916, ela introduziu na alta-costura o jérsei de malha, os trajes de tecidos xadrez e a moda escocesa, com blusas de malha fina, as calças boca-de-sino, as jaquetas curtas e os casacos cruzados na frente e acinturados em estilo militar.Para a noite, Chanel criou vestidos em negro metálico, vermelho escarlate ou bege. Laços e paetês eram os únicos enfeites e não impediam que as mulheres se movimentassem com rapidez, ágeis como pedia a estética de um século onde tudo se tornava automatizado.O vestido negro, simples, com gola e mangas largas e punhos, a jaqueta de corte reto e a saia simples foram inovações da estilista.O nascimento do chamado "pretinho básico" data de 1926, quando uma ilustração na revista "Vogue" mostrava o vestido desenhado por Chanel - o primeiro entre vários que iria produzir ao longo de sua carreira.Seus modelos simples, ao alcance da mulher de bom gosto e de poucos recursos, foram muito imitados e confeccionados em mais categorias de preços do que qualquer outra criação da alta-costura.Foi ela também quem introduziu as falsas jóias ao mundo da moda. Chanel sempre gostou de usar muitos acessórios, como colares de correntes ou pérolas de várias voltas.Em 1939, no início da Segunda Guerra, a estilista decidiu fechar suas lojas. Ela acreditava que não era uma época para a moda. Mudou-se para o hotel Ritz e conheceu o alemão Hans Dincklage, espião nazista, de quem tornou-se amante.Em 1945, foi para a Suíça, voltando a Paris somente em 1954, ano em que também retornou ao mundo da moda. Sua nova coleção não agradou aos parisienses, mas foi muito aplaudida pelos americanos, que se tornaram seus maiores compradores.Chanel morreu em Paris, no dia 11 de janeiro de 1971, aos 87 anos, em sua suíte particular no hotel Ritz.


 
O "PRETINHO BÁSICO"


O surgimento do que hoje chamamos de "pretinho básico" data de 1926, ano em que a revista "Vogue" publicou uma ilustração do vestido criado por Chanel - o primeiro entre vários que a estilista iria criar ao longo de sua carreira.Antes dos anos 20, as jovens não podiam usar preto e as senhoras o vestiam apenas no período de luto.A década de 30 começou com a grande depressão, resultado da quebra da Bolsa de Valores de Nova York, e terminou com a 2ª Grande Guerra. Além de estar fora de moda a ostentação, as mulheres estavam saindo para trabalhar fora de casa. Nesse cenário, as roupas para o dia tornaram-se mais sérias e o vestido preto se mostrou perfeito para a nova mulher que surgia.Apenas em 1947 o vestido preto se transformou, ano em que o estilista francês Christian Dior lançou o seu New Look,


um novo estilo de roupas, com cinturas apertadas e quadris avantajados, valorizando as formas femininas. O uniforme dos anos 50, que se espalhou pelo mundo, era um vestido preto, com golas e luvas brancas, usado com um colar de pérolas, sapatos coloridos e uma estola de pele. Acabou assim, junto com a guerra, o modo simples e econômico de se vestir.O pretinho tornou-se realmente famoso nos anos 60 e início dos 70. Chique, usado por Jacqueline Kennedy, elegante e feminino no corpo de Audrey Hepburn, no filme "Bonequinha de luxo",

de 1961, cujo figurino foi criado pelo estilista francês Hubert Givenchy, e descontraído, feito de crochê, na pele da atriz Jane Birkin, em 1969.Após a moda psicodélica da década de 70, a cor voltou para disputar poder com os homens, nos anos 80. Preocupadas com o sucesso profissional, as mulheres precisavam de uma roupa simples e elegante, que fosse a todos os lugares. Mais uma vez, o vestido preto se tornou a melhor opção.Nos anos 90 ele continuou sendo uma peça básica do guarda-roupa feminino, feito com os mais diversos tecidos, do modelo mais simples ao mais sofisticado, usado em todas as ocasiões e em todos os horários. Por tudo isso o vestido preto se tornou o grande clássico do guarda-roupa feminino, aquele que garante as duas características básicas ao mesmo tempo - simplicidade e elegância.

 
A ERA DO JAZZ


(Cláudia Garcia)

Uma década de prosperidade e liberdade, animada pelo som das jazz-bands e pelo charme das melindrosas - mulheres modernas da época, que frequentavam os salões e traduziam em seu comportamento e modo de vestir o espírito da também chamada Era do Jazz.



A sociedade dos anos 20, além da ópera ou do teatro, também frequentava os cinematógrafos, que exibiam os filmes de Hollywood e seus astros, como Rodolfo Valentino e Douglas Fairbanks. As mulheres copiavam as roupas e os trejeitos das atrizes famosas, como Gloria Swanson e Mary Pickford. A cantora e dançarina Josephine Baker também provocava alvoroço em suas apresentações, sempre em trajes ousados. Livre dos espartilhos, usados até o final do século 19, a mulher começava a ter mais liberdade e já se permitia mostrar as pernas, o colo e usar maquilagem. A boca era carmim, pintada para parecer um arco de cupido ou um coração; os olhos eram bem marcados, as sobrancelhas tiradas e delineadas a lápis; a pele era branca, o que acentuava os tons escuros da maquilagem. A silhueta dos anos 20 era tubular, com os vestidos mais curtos, leves e elegantes, geralmente em seda, deixando braços e costas à mostra, o que facilitava os movimentos frenéticos exigidos pelo Charleston - dança vigorosa, com movimentos para os lados a partir dos joelhos. As meias eram em tons de bege, sugerindo pernas nuas. O chapéu, até então acessório obrigatório, ficou restrito ao uso diurno. O modelo mais popular era o "cloche", enterrado até os olhos, que só podia ser usado com os cabelos curtíssimos, a "la garçonne", como era chamado.A mulher sensual era aquela sem curvas, seios e quadris pequenos. A atenção estava toda voltada aos tornozelos. Em 1927, Jacques Doucet (1853-1929), figurinista francês, subiu as saias ao ponto de mostrar as ligas rendadas das mulheres - um verdadeiro escândalo aos mais conservadores. A década de 20 foi da estilista Coco Chanel, com seus cortes retos, capas, blazers, cardigãs, colares compridos, boinas e cabelos curtos. Durante toda a década Chanel lançou uma nova moda após a outra, sempre com muito sucesso.Outro nome importante foi Jean Patou, estilista francês que se destacou na linha "sportswear", criando coleções inteiras para a estrela do tênis Suzanne Lenglen, que as usava dentro e fora das quadras. Suas roupas de banho também revolucionaram a moda praia.Patou também criava roupas para atrizes famosas.Os anos 20, em estilo art-déco, começou trazendo a arte construtivista - preocupada com a funcionalidade, além de lançamentos literários inovadores, como "Ulisses", de James Joyce. É o momento também de Scott Fitzgerald, o grande sucesso literário da época, com o seu "Contos da Era do Jazz".No Brasil, em 1922, a Semana de Arte Moderna, realizada por intelectuais, como Mário de Andrade e Tarsila do Amaral, levou ao Teatro Municipal de São Paulo artistas plásticos, arquitetos, escritores, compositores e intérpretes para mostrar seus trabalhos, os quais foram recebidos, ao mesmo tempo, debaixo de palmas e vaias. A Semana de Arte Moderna foi o grande acontecimento cultural do período, que lançou as bases para a busca de uma forma de expressão tipicamente brasileira, que começou a surgir nos anos 30. Em 1925, pela primeira vez, os surrealistas mostraram seus trabalhos em Paris. Entre os artistas estavam Joan Miró e Pablo Picasso.Foi a era das inovações tecnológicas, da eletricidade, da modernização das fábricas, do rádio e do início do cinema falado, que criaram, principalmente nos Estados Unidos, um clima de prosperidade sem precendentes, constituindo um dos pilares do chamado "american way of life" (o estilo de vida americano). Toda a euforia dos "felizes anos 20" acabou no dia 29 de outubro de 1929, quando a Bolsa de Valores de Nova York registrou a maior baixa de sua história. De um dia para o outro, os investidores perderam tudo, afetando toda a economia dos Estados Unidos, e, consequentemente, o resto do mundo. Os anos seguintes ficaram conhecidos como a Grande Depressão, marcados por falências, desemprego e desespero.

 


TIFFANY & Co


A história da Tiffany & Co. começou em 1837, na cidade de Nova York, quando Charles Lewis Tiffany e John B. Young abriram uma loja que vendia papéis, cartões, envelopes e objetos de prata. De estilo Europeu, o negócio pretendia passar uma imagem de simplicidade, bom gosto e elegância. Em 1867, a empresa conquistou o grande prêmio de qualidade em prata na Exposição Universal de Paris, um reconhecimento nunca antes dado a uma casa norte-americana. Nessa época, Charles Tiffany já havia assumido o controle da empresa e se tornado o primeiro joalheiro a introduzir pedras importantes no mercado dos Estados Unidos.A história de sucesso da Tiffany ganhou destaque na década de 1870, período em que a empresa adquiriu o maior diamante amarelo do mundo, de 287 quilates, o qual foi lapidado de forma inédita em 90 facetas (até então era usada a lapidação em 58), resultando em um novo brilho para a pedra.Outra inovação se deu em 1886, quando a empresa apresentou a chamada "cravação Tiffany", na qual o diamante ficava fora do aro do anel, suspenso por seis garras, permitindo o retorno completo da luz.Em 1900, a consagração definitiva veio com a conquista de oito medalhas de ouro na Exposição Universal de Paris, pela qualidade de suas criações.O departamento de arte da Tiffany foi criado por Louis Tiffany, que mais tarde viria a assumir a direção de arte da empresa. Reconhecido por seu bom gosto, criou peças que ficaram para a história, como jóias em forma de plantas e flores. Em 1956, o talentoso Jean Sclumberger se tornou o designer da marca.Durante o século 20, a Tiffany sempre acompanhou as mudanças nas artes, na moda e no comportamento, conseguindo traduzir de forma ímpar o estilo de cada época.Entretanto, foi em 1961 que todo o charme e sofisticação da joalheria se eternizou na pele de Audrey Hepburn no filme "Breakfast at Tiffany's". A cena em que ela aparece em frente a vitrine da loja da Quinta Avenida em Nova York é uma das mais célebres do cinema e que traduzem o fascínio das mulheres pelo glamour e sofisticação das jóias Tiffany.

Em 2001, o Brasil ganhou sua primeira loja da marca e, em 2003, o sucesso garantiu a abertura da segunda loja, ambas em São Paulo.Mesmo sendo um luxo para poucos, a Tiffany permanece como símbolo de sucesso e sofisticação, proporcionados pela excelência na criação de suas jóias.

 

BUBERRY

A fundação da Burberry se deu em 1856, por Thomas Burberry, um jovem de 21 anos que resolveu abrir uma pequena loja em Basingstoke, Hampshire (Inglaterra). Em suas experiências para o desenvolvimento de novos tecidos, Thomas criou, em 1880, a gabardine, tecido resistente à água e extremamente durável. A primeira loja em Londres foi aberta em 1891, na Haymarket, que hoje abriga o escritório central da empresa. Na década de 1900, a Burberry ganhou lojas também em Paris e em Nova York. O famoso xadrez Burberry foi criado em 1920 e se tornou marca registrada, tendo sido apresentado como o forro para a linha de trenchcoats em 1924. Não demorou para que o xadrez, formado pelas cores vermelho, camelo, preto e branco se tornasse sinônimo para a marca.Em 1960, o xadrez Burberry saltou de dentro do trenchcoat e ganhou as ruas nas formas de guarda-chuva, bolsas, malas e echarpes.Na década de 1980, houve uma grande expansão da empresa nos EUA, com a abertura de várias lojas espalhadas por todo o país. A Burberry hoje está presente em mais de 20 países. No Brasil, as peças da grife são comercializadas pela Daslu, em São Paulo.Ciente da necessidade de acompanhar os novos conceitos e se preparar para o século 21, a empresa passou por uma revitalização, iniciada em 1997, que englobou não só novas campanhas, alterações na ambientação das lojas e produtos, mas também uma nova equipe de designers sob comando do estilista Roberto Menichetti (agora na francesa Celine). Christopher Bailey é o atual diretor criativo da marca.Podemos observar nas últimas coleções apresentadas em Milão, um desejo de reafirmar o novo espírito da Burberry, como uma original marca de luxo inglesa, antenada com as mudanças de comportamento do seu público.No Brasil, foi lançado no último dia 10 de maio, o perfume Brit, nova fragrância feminina da marca que traz no próprio frasco o tradicional xadrez.

 
GIVENCHY

Hubert James Marcel Taffin de Givenchy nasceu em 20 de fevereiro de 1927, na rue Saint-Louis, 24, em Beauvais. Filho do marquês Lucien Taffin de Givenchy e de Béatrice de Givenchy.
Givenchy não era um revolucionário nem um contestador dos anos 50, mas seu estilo requintado marcou a fase áurea da alta-costura francesa, pois, antes dele a moda que era considerada "elegante" ditava que todas as peças deveriam fazer parte de um conjunto combinando, portanto, entre si: saias começaram a ser usadas com suéteres, blusas, bodies e boleros. Desde Givenchy, para compor um conjunto, as peças poderiam muito bem ser independentes entre si.
Peças com linhas simples e bem estruturadas, écharpes, casaquinhos de cintura alta, saias levemente franzidas, vestidos limpos e justos de manguinhas curtas ou com cavas acentuadas são alguns de seus "clássicos" de bom gosto, que se transformaram em marcas registradas dos anos 50/60. Afinal, quem não se rende ao eterno (e inegavelmente maravilhoso) "pretinho básico" que ele desenhou para Audrey Hepburn em Breakfast at Tiffany's (1961), usado com óculos escuros e pérolas que se tornaram sinônimo de estilo? Aliás, foi a atriz quem popularizou o uso de calças justinhas com camisetas simples lançadas por Givenchy.
Givenchy cursou a Escola de Belas Artes, em Paris. Depois que a França foi libertada da ocupação nazista, mudou-se para Paris onde começou a estudar com Jacques Fath (1945 e 1946). Continuou seu treinamento sob a batuta de Robert Piguet e tornou-se assistente de Lucien Legong antes de fazer parte da Maison Dior, em 1947. No mesmo ano, Elsa Schiaparelli o encarregou de gerenciar sua butique na Place Vendôme, onde ele passou quatro anos. No dia 2 de fevereiro de 1952, o sonho de Givenchy torna-se realidade, ao abrir a sua própria Maison de alta costura no n° 8, da rue Alfred de Vigny, em Monceau Plain. Sua primeira coleção, cheia de peças com tecido de camisaria, foi um sucesso imediato: Bettina Graziana, modelo e assessora da companhia tornou-se um ícone da marca, principalmente depois que Givenchy criou a famosa blusa Bettina, cheia de babados nas mangas, amplamente copiada.Nesse mesmo período, Givenchy conheceu o estilista espanhol Cristobal Balenciaga, que o influenciaria em inúmeras coleções, particularmente nas roupas estruturadas minimalistas. O mérito de Givenchy sempre foi o de saber dosar elegância com ousadia e modernidade, como se observa nas peças coordenáveis lançadas em 1952, nos vestidos ballonné (1958) e envelope (1966) e nas estampas inspiradas em Miró, Matisse e Christian Bérard. Em 1954, Givenchy tornou-se o primeiro designer de alta-costura a apresentar uma luxuosa coleção feminina de pret-à-porter, a Givenchy Université. Três anos depois, lançou De, seu primeiro perfume feminino e, em seguida, l'Interdit, dedicado a Audrey Hepburn.. Em 1961, o estilista criou l'Eau de Vétyver e apostou no mercado masculino com a fragrância Monsieur de Givenchy. Conquistou, em 1967, o prêmio Tiberio d'Oro, no Festival Italiano de Moda, em Capri. Com o passar dos anos, Givenchy diversificou as atividades da marca. Em 1973, entrou para o mercado de roupas masculinas, com o lançamento da linha de pret-à-porter Gentleman Givenchy e expandiu a distribuição de seus produtos para o Oriente e Estados Unidos. Em 1978 e 1981, recebeu o Dedal de Ouro, o mais prestigiado prêmio da moda francesa. Lançou, em 1984, o perfume Ysatis e, quatro anos depois, o nome Givenchy passou a fazer parte do luxuoso grupo LVMH (Moët Hennessy Louis Vuitton), que inclui também outras marcas de prestígio, como Christian Dior, Louis Vuitton, Christian Lacroix, Kenzo e Céline.Em 1991, o estilista foi homenageado pelo Museu da Moda e dos Costumes, de Paris, com a retrospectiva "Givenchy: 40 anos de moda". Ele se retirou do mundo da moda em 1995 e, nesse mesmo ano, esteve no Brasil pela segunda vez para inaugurar o Primeiro Congresso Brasileiro de Moda, promovido pelo Instituto Zuzu Angel e pela Faculdade Veiga de Almeida, no Rio de Janeiro (a primeira foi na década de 50 a convite de uma fábrica de tecidos).O comando da Maison passou para as mãos do inglês John Galliano. Formado pela London's St Martin's School of Art e três vezes eleito o Design do Ano pelo Conselho Britânico de Moda, Galliano tornou-se o estilista da alta costura e das luxuosas linhas de pret-à-porter. Em outubro de 1996, Alexander McQueen, também formado pela London's St Martin's School of Art, foi apontado como seu sucessor. Em março de 2001, Julien Macdonald, mesmo tendo sua própria casa desde 1997, foi nomeado diretor artístico da linha feminina e nesse cargo passou a desenhar para a alta-costura, pret-à-porter feminino e acessórios.

 
EMILIO PUCCI


Emilio Pucci está presente em nosso imaginário como o estilista que criou estampas geométricas super coloridas, mania nos anos 60. Contudo, é também o criador de vários tecidos, como o jérsei de seda, patenteado por ele, bem como o Emilioform (tecido composto por 45% de xantungue e 55% de nylon).
Na década de 40, quando ainda trabalhava
Ainda trabalhava como piloto da aeronáutica italiana quando, por intermédio de uma amiga fotógrafa, criou alguns modelos para uma matéria de moda da revista Harper's Bazaar publicada em dezembro de 1948 com o título "An Italian Skier Designs" (Designs de um esquiador italiano). Daí em diante, se lançou como designer de moda ao criar roupas para esqui, combinando a sua paixão por tecidos sintéticos e esportes. A moda ainda era influenciada pela alta costura francesa, e o New Look de Christian Dior era o grande sucesso mundial, quando Diana Vreeland o indicou para uma das maiores lojas norte-americanas, a Lord & Taylor. Com um conceito inédito da união entre o traje formal e o traje esportivo, revolucionou a moda dos anos 50, ao libertar a mulher das vestimentas pesadas e incômodas, facilitando o seu dia-a-dia, na perspectiva de entrar no mercado de trabalho. Dessa forma, já nos anos 50 havia se tornado um fenômeno da moda, na Europa e nos Estados Unidos.
De origem nobre, nasceu em 20 de novembro de 1914, na cidade italiana de Nápoles e carregava o título de marquês de Barsento, por pertencer a uma das famílias mais importantes da aristocracia italiana.
ilha de Capri foi muito importante na carreira de Emilio Pucci. Foi lá que ele criou, em 1949, uma linha de maiôs e roupas esportivas que podiam ser usadas durante todo o dia. O sucesso foi imediato e de Capri rapidamente se espalhou por todo o Mediterrâneo na pele de suas frequentadoras elegantes e refinadas. Sua primeira loja, "La Canzone del Mare", foi aberta em Capri, em 1950, mesmo ano em que decidiu abandonar a carreira militar. Todo o clima da ilha italiana teve grande influência também na escolha das cores e estampas de suas criações que mais tarde caracterizaria o chamado "estilo Pucci".

 
PIERRE CARDIN

Cardin fez a moda literalmente entrar para a História ao se tornar o primeiro costureiro a integrar a Academia de Belas Artes da França, em 1992. Numa época inconcebível, levou sua marca para países comunistas como a ex-União Soviética (1993) e a China (1979). foi o primeiro estilista francês (nascido italiano) a ser homenageado em vida por um dos maiores museus de costumes, o Victoria & Albert, de Londres, com a retrospectiva Pierre Cardin: Past, Present and Future, em 1991. Nesse mesmo ano, ganhou o Prêmio Ascot Brun, o Oscar da Moda, como o mais criativo do ano. Em 2002, comemorou 50 anos de carreira com uma exposição em Tóquio.
Filho de pais franceses, Pietro Cardin nasceu em 2 de julho de 1922, num vilarejo em San Biagio Di Callalta, próximo a Veneza, Itália. Aos 14 anos, Cardin já trabalhava como aprendiz de alfaiate e, aos 18, cuidava dos serviços financeiros da Cruz Vermelha, em Vichy, experiência que talvez tenha lhe rendido o tino comercial.
Chegou a Paris de bicicleta em 1944. Um ano depois, trabalhava na casa de alta-costura Paquin e depois com Elza Schiaparelli. Nesse ambiente, conheceu Christian Bérard, artista inspirador de diversos estilistas, e o cineasta Jean Cocteau, para quem ele desenharia os figurinos do filme A Bela e a Fera (1946). Trabalhou também para a Dior durante três anos e lá viu nascer o símbolo do New Look (o primeiro tailleur basqué, com casaquinho de cintura fina, da qual partia uma pequena basque).
Em 1949, comprou a Pascaud, casa especializada em roupas teatrais. Em 1945 apresentou sua primeira coleção de alta-costura. Posteriormente, inaugura a sua primeira butique feminina, Eve. Em 1957, Cardin também revolucionou o conceito de moda masculina, quando abriu a Adam, que o consagraria por seus ternos, elevados à categoria de alta-costura. Nesse mesmo ano, fez sua primeira viagem ao Japão e se tornou professor honorário da escola de estilismo de Bunka Fukusoi, onde ensinava o corte tridimensional (o sucesso fez com que a mesma escola criasse, em 1962, o prêmio Pierre Cardin para o melhor designer do ano). Em 1959, Cardin resolveu vender sua primeira coleção feminina de alta-costura na Printemps, a famosa loja de departamentos de Paris. Como resultado de tamanha ousadia, foi expulso do Chambre Syndicale (o órgão dos grandes criadores e do qual dez anos depois ele se tornaria presidente). Em 1977, recebeu o primeiro de três Dedal de Ouro, prêmio dado à coleção mais criativa da estação (os outros viriam em 1979 e 1982).
Tem no currículo mais de 100 coleções e só seu acervo pessoal na Avenue de Marigny, em Paris, conta com mais de 4 000 modelos.
Tem sido, ao longo de 50 anos de carreira, um dos grandes revolucionários em sua classe. Criativo, polêmico e introdutor de novos conceitos na alta-costura, como a modernidade e a praticidade, pode se dar ao luxo de fazer com que mais de vinte milhões de pessoas já tenham usado qualquer um dos 500 itens que levam a sua própria marca.

 
MUSEUS DE MODA

* Mobilizando milhões, bilhões de dólares mundo afora a moda ocupa hoje nos museus espaços nunca antes imaginados. Não tenho a menor dúvida que no futuro ocupará muito mais.



Veste à bordure tissée, vers 1760Dépôt du musée national
du Moyen Age - hôtel et thermes de Cluny. Musée de la Mode et du Textile© Jean-Paul Leclercq

Versace coleção primavera verão 1991 crêpe de seda com imagens
de Andy WarholVictoria and Albert Museu www.vam.ac.uk
* Há vinte, trinta, anos era atrás, era inconcebível a idéia de expor moda em museus. Só muito recentemente os museus abriram as portas para a moda, que até então era restrita a museus específicos como o de Paris.
* Museu Nacional do Traje e da Moda (Portugal) http://www.museudotraje-ipmuseus.pt/cgi-bin/sthm_2.asp?LINGUA=1
* L'homme paré http://www.ucad.fr/fr/02museemode/homme_pare/page01.html
* M Museun http://www.momu.be/
* Museu do chapéu http://www.museeduchapeau.com/index2.htm
* Museu textil http://www.cdmt.es/principalesp.htm
* Museu inglês do costume http://www.museumofcostume.co.uk/index.cfm?fuseAction=SM.nav&UUID=DE0484E7-70C8-4A56-A23367B950C328B3&language=fr

 
MODA E EMANCIPAÇÃO FEMININA


* No século XX, a emancipação feminina desempenha um papel fundamental na transformação da moda, tando feminina quanto masculina.
* Depois da Segunda Guerra, tendo como figuras de ponta a escritora Simone de Beauvoir, na França, e a antropóloga Margaret Mead, nos Estados Unidos, o feminismo ganha força, e cada vez mais se reivindicaa participação da mulher na vida pública.
* Em 1964, o presidente Kennedy proclama a igualdade do homem e da mulher perante a lei. Em 1970, por ocasião do 50° aniversário do direito ao voto, as mulheres queiman em praça pública alguns emblemas de sua submissão, como sutiãs e aventais.
* O termo "estilista" foi inventado nos anos 60 para designar os novos criadores de moda das butiques de prêt-à-porter, de novas maisons e de filiais das maisons tradicionais, que se instalavam numa região de Paris chamada Saint-Germain-des-Près.
* As maisons surgiram em Paris com Charles-Frederic Worth (1825-1895), o primeiro costureiro que apresentou seus modelos em desfiles com manequins e a cobrar preços bem superiores aos usuais para quem quizesse sua griffe (marca).
* Depois dos anos 75-80, uma nova geração de estilistas faz uma grande revolução na moda, desbancando Paris como centro máximo de criação, embora os desfiles de alta-costura, que geralmente acontecem na cidade, em janeiro e julho, tenham ainda uma enorme repercussão.
* Nunca a moda esteve tão em evidência como nestas últimas décadas. Nos grandes centros, as exposições e os museus de moda se multiplicam, e o número de estilistas vem crescendo assutadoramente. Tornou-se cada vez maior a oferta de peças dos mais diferentes estilos e tendências e, hoje, cada um pode se vestir respeitando mais sua personalidade, seus gostos e suas necessidades.

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