Saturday, December 06, 2008

 
A ESCRITA da MoDa e a Cidade Escrita
Apresentei o texto "A escrita da moda" neste evento http://www.modacentro-oeste.com.br/index.html, que ocorreu em segunda edição, e o meu texto, que havia sido apresentado na primeira edição também, veio de forma mais aprimorada.
Nesta mesma linha das "formas escritas" (nem formalismo Wolffliniano, nem significação de Chartier, nem sentido de Ginsburg, nem imagem-escrita de Flusser), escrevi e apresentei também um artigo para o I Seminário Nacional de Pesquisa em Cultura Visual, e outro no Seminário Latino Arquitetura e Documentação. Já "cidade escrita" resultante da imagem técnica tal como expõe Vilem Flusser (linkar aqui e aqui), tentei entender desenvolvendo a idéia no texto "A (hiper) sensível pele da cidade", que apresentei no IV Simpósio Nacional de História Cultural.

Por outro lado, como o hipertexto tem sido uma forma de escrita cada vez mais amplamente utilizada, e suas tecnologias que conseguem reunir imagem e texto em bites também forçam uma reorganização da arquitetônica urbana, quiz afirmar em um outro artigo, esse de 2006, que se na época do império da escrita impressa a cidade se configurava como um objeto de escrita tridimensional (tanto como construção do projetado quanto como heteronomia do caos economico), uma escrita-imagem - no dizer de Benjamin, na época do hipertexto a cidade passaria a ser então um hiper-objeto. A transformação da natureza do objeto cidade estaria gerando como espécie retroativa, uma hiper-inflação de textos sobre a cidade, uma busca desinfreada de "decifração" daquilo que teria se configurado como "esfinge". Em geral, a história da cidade está muito vinculada à história da escrita, tanto no que se refere à imagem técnica e seus desdobramentos quanto no que serefere à imagem antropológica (cultural, social ou ppolítica) e seus desdobramentos. Pouco se vincula à imagem artística, sendo que esta é frequentemente confundida com as suas formas, o que reforça que a cidade ocidental é uma "cidade escrita", aquele que deseja fruí-la, tem que fazer as vezes de um flaneur, tem que deambular, tem que sofrer as dores e delícias de entregar-se aos sentidos não escritos e não escrituráveis.
O que então tem a ver os conceitos sobre "cidade escrita" e escrita da moda? Esses conceitos não apenas se encontram e se tangenciam, eles se imbricam quando os entendemos como partes do triptico que sustenta o "mundo codificado" (Flusser 2007) (1) e o "império da moda" (Lipovetsky 1989) (2), como partes de uma "variância na invariância" (Barthes 1999) (3): a escrita possui propriedades que dão sentido a um complexo sistema de tecnologias, imagens e textos que sobrevive porque muda constantemente, mas que constrói a sua imutabilidade por mudar constantemente. Boudelaire disse que a cidade muda mais que o coração do homem, mas ela muda invariavelmente, e essa varabilidade invariável só é possível, porque trata-se de um "mundo codificado", os objetos não são meros objetos, mas são objetos "informados", e essa "informação" é puro texto, o mundo está totalmente povoado de "imagens técnicas", cujas funcionalidades instantâneas transformam as instituições em "aparelhos" (as instituições passam a funcionar como as máquinas, por isso os homens que constitem as instituições passam a ser "funcionários"), todos atuando de um modo previamente escrito, por isso esse é um mundo pós-escrito. Tanto o sistema da moda quanto a cidade, são feitos para "ver". Mas esse ver só ganha sentido quando é um "ver" informado, portanto escrito, portanto, parte de um "mundo codificado". Assim como na moda, o que sobressai na cidade são "os sentidos do ver"; se em algum momento ocorre uma perda de sentido, é porque houve inflação e sobreposição de escritas. Convivendo com a supremacia da imagem técnica, subjaz ao mundo codificado as imagens antropológicas e artísticas, que tem também as suas formas de escritas, porém, são escritas que muitas vezes evocam também o invisível, numa fenomenologia do visível e do invisível (4)


(1) FLUSSER, Vilem. O mundo codificado. São Paulo: CosacNaify. 2007.
(2) LIPOVETSKY, Gilles. O império do efêmero. São Paulo: Companhia das letras. 1989.
(3) BARTHES, Roland. Lisboa: Edições 70. 1999.
(4) MERLEAU-PONTY. O Visível e o Invisível. 3a ed. São Paulo: Editora Perspectiva, 1992

Thursday, November 22, 2007

 
site de pesquisa em moda

Saturday, September 16, 2006

 
semana N Y

Saturday, May 13, 2006

 
spfw! - SITE OFICIAL

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MODAITALIA.NET
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Erika Palomino - SITE!

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Glória Kalil é CHIC!
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O vestuário

O vestuário português

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suculenta!
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revista ELLE
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Glossário sobre TECIDOS

Glossário de Moda, Têxtil e Curiosidades

Glossário MODASITE

Glossário FRANCÊS/PORTUGUÊS

 
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VEJA JUM NAKAO

Jum Nakao é hoje um dos mais importantes estilistas do Brasil. "Existe uma miopia em relação aos negócios de moda no Brasil. Hoje a concorrência são os grandes grupos internacionais. Por isso, é preciso estrutura por trás da marca, não basta só criação".

*** A estréia de Nakao na SPFW

Friday, May 12, 2006

 

BEVERLEY BIRKS COUTURE COLLECTION
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Couturiers and fashion designers

 

A estréia de Paco Rabanne no mundo da moda foi com inovadores bijuteriase e botões de plástico que criava e vendia para maisons como as de Dior, Givenchy e também Balenciaga.

***maisons do sonho
O estilista Paco Rabanne é um dos mitos da alta costura. Na década de 60, inovou com peças futuristas que abusavam de metais e plástico. Surgiu como um dos grandes mestres da moda. Porém, ganhou rios de dinheiro com a venda de perfumes e deixou de lado a criação. Como o sucesso das fragrâncias depende do desempenho nas passarelas, os executivos da marca perceberam que era preciso mostrar talento. Chamaram Rosemary, que já havia apresentado o seu estilo contemporâneo em grifes como Dior e Thierry Mügler. As roupas criadas por Rosemary levam sempre um toque futurista e ao mesmo tempo atual, com peças que mesclam tecidos e metais.

 

Givenchy


Admirador de Balenciaga, em 1949 foi contratado por Else Schiaparelli e no início dos anos 50 abriu sua própria maison.
"Colocar uma flor num vestido, ou acrescentar um detalhe desnecessário, não é costurar, mas fazer uma roupa simples, de corte perfeito, isso sim é alta costura”, ele escreveu em seu livro Givenchy - 40 Anos de Criação, lançado em 1991, quando o Museu da Moda e do Costume de Paris realizou uma retrospectiva sobre seu trabalho.

 

"só Balenciaga é um verdadeiro costureiro. Só ele é capaz de cortar bem um tecido, de montá-lo e costurá-lo à mão." (Chanell)

BALENCIAGA - O arquiteto da costura

Concebia cada modelo como um projeto arquitetônico.O maior feito de Balenciaga foi a construção : a roupa, o corpo e o espaço eram elementos essenciais em sua inspiração - admirada por outros mestres da alta-costura por seus cortes perfeitos - que o levava a à criação, mesmo de um simples pulôver, de "forma tão estudada quanto a planta de um edifício de 60 andares. (Costanza Pascolatto, empresária de moda)".
"Há uma aura de maestria, domínio e perfeição no corte, costura e proporções, silhueta, cores e uso dos tecidos em Balenciaga. Seja nos volumes, nas construções dos casacos, decotes e golas e no uso de seu tecido favorito, o gazar, Balenciaga não encontra parâmetros na moda. É a referência. "Ele fundou o futuro da moda", admitiu certa vez o fotógrafo inglês Cecil Beaton (1904-1980). E até Christian Dior (1905-1957), que seria o seu maior rival admitiu: "Ele é o mestre de todos nós" - Erika Palomino.

 
Inverno de 2003 !

 
Courrèges

entrou para a história da moda
representando a revolução courrèges
dos anos 60.

** Criou a pantalona
**botas de cano longo sem salto;
tubinho branco e gigantescos óculos escuros, até hoje remetem aos anos 60

 


Madeleine Vionnet (1876/1975)
nasceu em Aubervilles, na França,
e ainda adolescente começou
seu aprendizado como costureira.

 

Até meados do século 18,
as roupas usadas pelos paulistanos servem para
cobrir, aquecer, proteger e esconder o corpo.

 

Schiaparelli

A retrospective at the
Art Museum
By Dea Adria Mallin

 



Na década de 1860, foi criada a Câmara Sindical da Costura Parisiense. Entre os 12 seletos membros da câmara, há dois ícones: Dior e Chanel. Existe uma característica comum às duas marcas que revela uma face mais cosmopolita e irônica da capital da moda que Paris é hoje: as duas são chefiadas por estrangeiros. O inglês John Galliano cria as roupas da Dior, e o alemão Karl Lagerfeld, as da Chanel. "Touché". O idioma da moda pode ser o francês, mas os sotaques em que ele é dito vêm de muitas partes do mundo.

 

Mundo da moda fala
francês com sotaque
HELOISA LUPINACCI
(free-lance da Folha de S.Paulo)

Tuesday, March 14, 2006

 
Economia e moda em Goiás

 
Design de moda na UEG

Thursday, March 09, 2006

 
REVISTA FASHION THEORY
Compra & Sumários

 

ESTILISTAS CONTEMPORÂNEOS
Ricardo Almeida
Marcelo Sommer
Alexandre Herchcovitch
Glória Coelho
Carlos Tufvesson

 
+ LiVrOS sObrE MoDA

Vitrinas em Diálogos Urbanos
Sylvia Demetresco
Discurso da Moda: semiótica, design e corpo
Kathia Castilho e Marcelo M. Martins
Reflexões sobre Moda - volume II
João Braga
Reflexões sobre Moda - volume I
João Braga
Moda e identidade: A construção de um estilo próprio
Airton Embacher
Moda e Linguagem (coleção Moda e Comunicação)
Kathia Castilho
Moda Contemporânea: quatro ou cinco conexões possíveis
Cristiane Mesquita (Coleção Moda e Comunicação)
Moda Brasil: Fragmentos de um vestir tropical
Kathia Castilho e Carol Garcia (organizadoras)

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